"Bom, na prática, a probabilidade de isso dar certo não é tão boa."
Foi essa frase que matou 2 dias de trabalho meus. O pior... fui eu que perguntei (tarde demais) pra a inteligência artificial que eu mesma tinha alimentado até ela ficar exatamente do jeito que eu queria.
Vou te contar como cheguei lá, porque eu caí fácil em uma armadilha muito corriqueira.
Eu comecei pesquisando com ela.
Não sou de engolir o que a máquina cospe: ela trazia coisa boa e coisa ruim, e eu ia lapidando, levantando hipótese, construindo público-alvo, discutimos monetização, tom de voz, o passo a passo inteiro.
E a cada rodada ela concordava rápido, ajustava rápido, parecia entender o que eu queria antes de eu terminar de pedir.
Na hora eu confundi aquilo com competência, mas não era: eu estava conversando com o meu próprio entusiasmo, só que ele tinha aprendido a falar difícil.
2 dias inteiros, e nem uma vez, sozinha, ela chegou com um "espera, isso não fecha". Toda dúvida que apareceu naquele processo, fui eu quem trouxe.
No dia seguinte pedi pra ela organizar tudo: processos, práticas, próximos passos, um documento redondinho, pronto pra sair da tela e virar realidade.
Terminei de ler aquilo achando que tinha inventado uma empresa.
Então… foi bem ali, com o documento pronto na tela, que o meu estômago deu um sinal antes da cabeça… e em seguida veio o clique.
Minha intuição transcende a minha empolgação (eu sei, eu sei, deveria ter lembrado disso 2 dias antes) mas ela escolheu exatamente aquela hora pra falar mais alto que o entusiasmo (e que bom que não foi depois rs).
Eu fiz a pergunta que deveria ter feito no primeiro parágrafo: “e na prática, isso tem chance de dar certo?"
"Na prática, a probabilidade não é tão boa."
