Domingo, véspera de feriado, eu saí para correr e voltei decidida a fazer uma limpa no meu Instagram.
(Calma, ainda não entrei para a seita dos que acham que a solução para todos os problemas da humanidade é abandonar as redes sociais... mas olha que não seria ruim!)
Eu tenho uma relação meio imoderada com a atividade física.
Eu não posso passar um dia sem movimentar, no mínimo brevemente, meu corpo.
Eu preciso correr, malhar, jogar, fazer alguma coisa... senão fico chata, insuportável e imprestável pelo resto do dia. (parece dramático né?)
Meu tempo é precioso demais para passar um domingo inteiro sem disposição para aproveitá-lo.
Como sempre, fui ouvindo um podcast…
O assunto era estoicismo + psicanálise e, em determinado momento, ouvi ali sobre uma ideia que você provavelmente já conhece: nós não somos nossos pensamentos.
Eu conheço o conceito e na hora, comecei a lembrar de alguns pensamentos que vinham aparecendo na minha mente e que eu preferia dispensar.
Confesso que tenho uma habilidade considerável para imaginar cenários anos à frente. (e aqui não é exagero rs)
Consigo analisar as possíveis consequências de uma situação que ainda nem aconteceu. Às vezes, de uma que provavelmente nunca vai acontecer.
(É um talento pouco valorizado conseguir antecipar as preocupações de 2030 sem precisar sair de 2026.)
Só que aqueles pensamentos recentes estavam me deixando ansiosa e desviando minha atenção da vida que quero construir.
E, enquanto corria, comecei a reconhecer de onde vinha parte do material que alimentava essas preocupações… (até pausei o podcast porque as fichas começaram a cair e já nem tava mais prestando atenção!)
